Oh Polêmico se apresenta em Caetité nesta sexta-feira. Lei antibaixaria proibe contratações de bandas que exponham mulheres


Oh Polêmico se apresenta em Caetité nesta sexta-feira. Lei antibaixaria proibe contratações de bandas que exponham mulheres

Por: Radar 030

Quase doze anos se passaram desde que a Lei Estadual 12.573/2012 — conhecida como Antibaixaria — foi sancionada pelo governador Jaques Wagner (PT). A matéria vedou a utilização de recursos públicos para contratar artistas que cantassem músicas que desvalorizassem, constrangessem ou incentivassem a a imagem  das mulheres, manifestassem discriminação ou fizessem apologia a drogas.

Na ocasião, não faltou polêmica entre os apoiadores da iniciativa da deputada estadual Luiza Maia (PT) e os defensores do chamado pagode baiano, que se notabilizou pelas letras ofensivas às mulheres. De lá pra cá, porém, a poeira baixou, a lei sequer foi regulamentada pelo estado, não foi seguida pelas prefeituras do interior e, assim, tornou-se mais uma a não sair do papel.

Na prática, a lei teve efeito próximo do zero, já que se referia apenas a recursos estaduais. Ninguém fiscaliza ou aplica as multas.

Prefeituras contratam normalmente artistas que poderiam ser enquadrados na lei.

Basta uma rápida pesquisa em redes sociais e diários oficiais, porém, para perceber que as músicas que depreciam a mulher continuam fazendo sucesso na Bahia e que os artistas continuam sendo contratados pelo Poder Público.

A prefeitura de Caetité, por exemplo, pagará R$ 77 mil por um show de OH PoLêmico. O grupo tem fama pelas músicas de cunho sexual. A música Samba do Polly diz: "Tu tá sapeca, tu tá assanhada. Chego na tua casa. Tu não aguenta ver minha vara. Tu tá sapeca, bebê, tu tá assanhada".

Em Caetité Oh Polêmico apresenta-se na LEP 2024 e Carnaval da Diversidade nesta sexta-feira(19/01), a partir da meia noite.

Pelas ruas da cidade, foi grande a repercussão com a contratação do grupo que fez jus a Polêmica.